Negro, pobre e gay

Uma das técnicas que os animais desenvolveram durante milênios na natureza, foi a tática de DIVIDIR PRA CONQUISTAR. Pra um leão atacar um búfalo, ele precisa separar sua presa dos demais pra ter algum sucesso, pois a união de todos, torna o grupo indestrutível.
Com a espécie humana, o mesmo acontece, uma técnica marxista que prega a conquista pela divisão. Cooptam os pobres, jogando os ricos contra eles, os negros, jogando os brancos contra eles, os gays contra heterossexuais, homem contra mulher, religião contra estado laico, e toda forma de divisão.
Mas por que colocar tanta divisão, se somos todos iguais? Por que me defender, só por ser negro e pobre? Ficar nos dividindo em centenas de classes, nos fará mais unidos, ou nos separará ainda mais? Recentemente, os movimentos sociais têm-se digladiado na defesa das minorias e oprimidos, sob a argumentação de haver uma ferida mal curada, mas na verdade, está criando uma cisão entre pessoas iguais, que até então não existia.
Em 1993, começou a “Marcha Pra Jesus” no Brasil, e em 1996, a marcha do orgulho gay, nunca houve confrontos como temos visto atualmente, e as diferenças se tornaram tão palpáveis, que ofensas públicas se tornaram regras nesses eventos que deveriam provar que, embora com opiniões diferentes, são iguais entre si. Será que essa tática de “dividir e conquistar”, que foi amplamente utilizada pelo marketing de esquerda foi realmente feito pra defender as minorias, ou realmente com um fim eleitoral e ideológico?
Sempre dizem que a culpa do pobre ser pobre, é do rico que não distribui seu dinheiro aos pobres, a solução? Tirou dinheiro dos ricos, e estes, mandaram os pobres embora, que os tornaram mais pobres ainda. Utilizaram “Homofobia” pra uma suposta defesa dos homossexuais, no entanto, isso criou a “heterofobia”, exacerbando a intolerância e aumentando a cisão entre quem aceita e não aceita tais comportamentos, que antes, não eram tão evidentes como são hoje. E o que falar dos negros? Desde quando o negro deve ser protegido por ser negro? Dívida histórica? Sim, todos temos, mas não pelas cores, mas pelas classes pobres. Todos têm as mesmas condições de lutar por condições melhores de vida, e, quando se coloca o termo “negro” nas lutas de classes, estamos criando uma cisão entre cores, ao invés de eliminarmos essa diferença.
Um surdo, cego ou cadeirante não quer ser tratado como “diferente” por ter limitações, quer apenas ser respeitado por isso, quando os colocarem nas lutas de classes, teremos mais um motivo pra guerra. Assim, os negros, pobres, gays, religiosos, ateus, e todas os demais grupos, não devem ser tratados diferentes, ou ter privilégios apenas por ser classificado como desse ou daquele grupo.
Se não houvessem eleições, será que teríamos tanta divisão entre pessoas iguais? Se não houvessem partidos políticos, haveriam tantas discussões sobre quem rouba mais ou menos? Se não houvessem marchas, grupos, leis que privilegiam grupos em detrimento de outros, será que haveria tanta intolerância no mundo? Se não tivéssemos tanta classificação por classes sociais, cor, raça, sexo, opção sexual ou religiosa, teríamos tantos conflitos? Se não houvesse distinção entre árabes e judeus, haveriam tantos conflitos no Oriente Médio? Se não houvessem tantos povos, línguas, tribos, nações, haveria tanta guerra no mundo? Quantas pessoas já morreram, e quantos ainda vão morrer pelo simples fato de serem considerados diferentes?
Embora seja impossível viver num mundo sem divisões e classificações, são essas segregações que transformam o mundo nesse barril de pólvora prestes a ser implodido.
Embora a tática de “dividir para conquistar” seja um sucesso em todo mundo, ela nunca trouxe benefícios, pelo contrário, coloca em lugares opostos pessoas exatamente iguais.

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